Festas de passagem de ano, ritualísticas ou não, assemelham-se-me sempre a portas ao fundo de corredores intermináveis.
Ontem, numa longa divagação conversacional, concluí das inúmeras vertentes cíclicas imersas no nosso espírito, quer queiramos saber delas, quer não...
Faço viagens iniciáticas com alguma frequência, o que me auxilia decididamente a perceber e a crescer...
No ano passado estive no meio da natureza, mergulhei numa água cálida e dura. Pendurei-me na alma de uma árvore e voei com ela. Entreguei-me às divagações do fogo. Inebriei-me com o vento...
As sensações são agora diferentes. O ponto em comum serão os cavalos. Também no ano transacto terminei o dia 1 em frente aos cavalos da quinta :) Muito curiosos, sempre atentos; escutam com inabalável atenção cada palavra nossa e fingem-se alheados :) Muito se entende das pessoas observando-os. Eu diria que o mesmo acontece com outras espécies animais que connosco privem diariamente.
A vertente mágica foi mais suave, mas a intensa partilha humana "empurrou-nos" para experiências de ainda maior profundidade...
Confesso que me apaixonei no início deste ano... pelo Santareno. Um bonito cavalo, algo manhoso, mas decididamente dotado de extrema paciência para aturar humanos...
Até Jah!

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