quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Considerações e ecletismos

Façamos um "supônhamos" (private joke...): vou pegar no meu escadote e fincar-me naquele canto do Hide Park onde todos dizem o que lhes vem à alma. Uns mais loucos que outros, pouco interessa... Vou começar por divagar sobre a importância de viajar...
Viajar é sempre estudar um pouco mais, aprender um pouco mais sobre o mundo, os seres, as essências. Viajar é sempre desafiar os sentidos, porque as diferenças são inerentes ao espaço e ao tempo em que nos encontramos. Viajar é sempre arrumar gavetas dentro de nós e construir permanentemente novos roupeiros onde deixaremos a nova vestimenta informacional de que nos vamos apetrechar. Acima de tudo e como dizia hoje um amigo "Quando viajamos crescemos, quando reencontramos seres com quem nos cruzámos antes, crescemos. Por isso, e ainda que não seja mais nada para além disso, vale a pena, porque nos vemos em continuidade ao que já fomos. Afinal, faz sentido ser como sou."
Faz, claro que faz. Libertamo-nos de uns fantasmas, entretemo-nos com outros novos, mas acima de tudo crescemos e evoluimos no nosso percurso.
Ser humano afinal é isto: deixar-se impregnar de novas vivências e costumes. Apenas e tão simplesmente porque esse é o sentido profundo de tudo.
Partilhar é um verbo que precisamos de (re)descobrir ainda mais intensamente. Afinal, mostrar um sítio a alguém, não é experienciá-lo turisticamente, é, acima de tudo, senti-lo junto com o OUTRO, que lá está connosco, e que, afinal, terá a desvantagem de nunca lá ter estado antes ( e que, por vezes, poderá revelar-se uma verdadeira criança na sua essência sequiosa de novidades... não lhe levem a mal esta característica, é o estado mais puro da descoberta...).
Acreditem em mim quando vos digo que, se alguém vos pedir acolhimento em vossa casa para conhecer o local onde vivem, é importante mostrar aquilo que apreciam, mas também aquilo de que não gostam, para que o viajante possa emitir as suas próprias opiniões.
Como poderás julgar algo que nunca viste? Que nunca experienciaste?
Agradeço o vivido e o não vivido (embora planeado). Sabe-se lá porquê (Deus escreve direito por linhas tortas???...) o meu retorno solar acabou por ser na sua quase totalidade passado em solo Português.
Agradeço a toda uma conjuntura celestial escolher sempre o melhor para me dar :)

... E descobri que Londres tem raposas... Não são lindas? Não vi...Xnif...



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