Não sou bruta por acaso. Tudo me vem das vivências diárias... São muitos anos a virar... courgettes...
Enfim, pode ser tudo tão fácil. Eu sei que tenho um bocadito de mau feitio e que às vezes sou frontal de mais para as susceptibilidades dos outros, mas eu prefiro sempre a verdade dura à mentira subreptícia... Aliás, não sei mentir. O meu corpo denuncia-me quando tento... Portanto mais vale assumir a verdade, seja ela qual for... E quem pensar o contrário a meu respeito, engana-se redondamente. Isso aborrece-me sobretudo quando vem de pessoas que me conhecem bem, ou deveriam...
Esta minha característica tem feito desaparecer uns quantos seres pelo meu percurso... Uns porque faço questão que desapareçam, outros porque resolvem não me querer por perto, outros ainda que se deixam ir com a lânguida melodia do tempo que se esvai...
Gosto dos meus amigos, dos meus ex-amores, dos meus familiares, dos meus vizinhos, dos meus conhecidos, dos meus colegas. É difícil não gostar deles todos, e contudo, quando os laços se quebram geralmente é um estado que passa a ser permanente e instala-se-me uma breve lacuna nas emoções. Quando incito à resposta a tudo na vida através de uma atitude amorosa é mesmo a sério, embora pareça a alguns um devaneio de um lirismo utópico não concretizável. Eu ACREDITO!
Saudades das viagens, das festas, das caminhadas, dos almoços, dos jantares, dos lanches, das discussões, dos jogos de cartas, dos concertos, das literaturas, das divagações, das gargalhadas soltas, das noites e dias sem dormir, das danças, das cantorias... Saudades de todos vós que aí estais algures, neste planeta ou na outra dimensão para onde partistes... Continuarão em estado de permanência e efectividade, limpos e curados das maleitas espirituais, dentro de mim, nesta caixa de memórias que, por momentos, reabri...
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