quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Primavera


De repente, uma poeira surda de palavras, trazida pelo sopro divino, instalou-se no regaço de um girassol. E ele girava... girava... Envolto na melodia de fonemas elogiando a luz do dia!
A Primavera viera para ficar...
Então, na calmia das pétalas deslumbrantes, caiu uma gota e depois outra...Até que um rio se estendeu, embebendo-se na terra!...
O tremendo cheiro a terra molhada!...
Calco os pés no chão e espero...
Mil mensagens de gotas e gotículas em premente bulício.
Escorro também eu terra adentro...
Amanhã, quando acordar, quero ser girassol e rodar ao som da eterna dança da luz.


2 comentários:

Magda Moita disse...

Nasmastê minha querida, o ser divino que há em mim reconhece o ser divino que há em ti.

Adorei o que li na tua casa que outrora andava meio abandonada.

É favor de voltar a habitar este canto cibernético.

Um abraço especial alma bonita.

besos

Magda

iishwari disse...

Vou continuar a habitar este espaço. É importante , para mim, escrever.
Gracias :)