Era um vazio cheio de coisas e sem nada dentro.
Rugas internas resultantes de todo um esticanço soalheiro
que medra sem se sentir o pó vindo da chuva em poros voláteis.
Sou ar, vazio, negrume e alegria desmedida. Incongruências e
bipolaridades que resultam em ecuménicos estados de (des)prazer.
Somos. És. Foste. Estás. Irás algures.
Longe de ti e de mim na enormidade de uma pequenez humana em síncope.
Longe de ti e de mim na enormidade de uma pequenez humana em síncope.
Queda ou altivez insondáveis porque distraidamente esparsas.
Lua vermelha ou mandala colorida? Como pode a inércia
indiciar movimentos? Só porque pode e quer ir algures tendo em vista nenhures e
a contradição imanente e humana de sonhos que desaparecem como nuvens ao
mudarem a forma.
Copo meio cheio ou meio vazio. Depende dos olhos e da
(re)conexão.
Estou. Estamos. Fico. Vais. Voltas. Parto.
E depois é apenas isto. O vazio cheio de nada e pleno de
distâncias.
Desapareço no ponto final da próxima frase. Acabo aqui.
)
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