Tudo o que vejo é um corredor infinito, com planos sucessivos de
profundidades.
As minhas, as nossas.
Os cheiros, as flores, as cores, as vozes, as luzes.
Tocas-me em pontos luminosos, carinhos de afabilidade perene e sabedoria
táctil.
E gosto.
Aprecio.
Entrego-me.
Pedes-me que pense.
Estou ausente em projeções externas de empirismos enleados de emoções.
Fazes-me falta.
E repito-o em permanência.
E queria-te aqui, agora, já.
Gosto-te. Gosto-nos.
“É tão fácil falar contigo”, dizes-me.
Abres-te em livro declamado.
Perguntas-me o livro.
Dou-te incerteza.
Revelas mais lirismo e consciência.
Espero.
Espero-te.
Onde estamos?
Não somos daqui.
Vamos de partida para a indefinição.
Gosto-te. Gosto-nos.
Degustar-te faz-me entender tudo.
Uma espécie de revelação simplista do universo.
Amo. Isto.
Estanco-me em ti. Percebo-te sem palavras.
Vibramos em incertezas e inseguranças, mas queremo-nos.
Estou aqui. Contigo.
B.


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