terça-feira, 26 de março de 2013

O todo dentro de um ser

Moro num corpo que reclama o cumprimento de um destino à espera da realização de uma alma que se tornou lamechas. Parei hoje um pouco para olhar o céu...tantas vezes esqueço que lá está para ser o nosso reflexo. Não na perspetiva de ver um Eu em todo o lado, mas tão somente para desfrutar da completude dos momentos presentes, porque eles são sempre o todo na parcialidade instável das oscilações diárias. Ser humano, é simplesmente SER.  É tão simples, tão completo, tão puro cada instante que se esvai e no segundo seguinte já deixou de existir. Este florescer, crescer, dar, receber, trocar, partilhar... simples. A tendência para a complexidade nada mais será que a incongruência de estados de alma diversos. Hoje chove e o sorriso floresce-me nos lábios. Assim, simplesmente este pedaço de céu sai-me pela boca. 



Terra de ninguém, algures onde alguém perdeu as botas e desatou a correr descalço...só para sentir o chão...
O local denomina-se Folha e está coladinho à aldeia que me enche as memórias, Monte da Velha.

Em homenagem a uma amiga que partiu para outra dimensão, no passado sábado, e com quem dei longas caminhadas, tive grandes conversas e que me fez sentir o coração quente de tanto amor que dava a todos à sua volta. Foi a Luz que morreu e deixou este planeta um tudo nada mais sombrio. Descansa em paz.

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