Semi abandonada à porta da minha alma, grande e quente. "Tens um lugar no céu", alguém me garante, e reviro os olhos para o infinito onde me desfaço de ilusões e fugas, mergulhando na rotineira viagem dos meus dias solitários, cinzentos e desapaixonados.
O furor da viagem há muito se tornou acalmia. A dinâmica do sopro criativo emerge em esgares de fugacidade perene. Subtilmente desligo a corrente. Já não me afeta a repetição, o desdém ou a palavra solta em jeito de ataque. Dói-me mais levantar o corpo pesado de uma cama onde a vaga permaneceu incólume. Um banho de amor seria regenerador, a seu tempo.
É hora de continuar a tarefa dos outros, que também é a minha. O tempo escorre-me entre os dedos, nem sei bem que dele faça.
Venho cumprir-me num país de lamas que enterram corpos vivos.
Se fosse fácil não teria voltado. A dificuldade é o desafio que me atrai aqui.
Jah...está!

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