(Pronto, confesso que não fiz tudo antes do pequeno-almoço...)
Arrumei as tralhas, cantei, dancei, fiz Yoga, meditei, tirei fotos a espaços e seres bonitos e, finalmente, escrevi este texto... (E também não foram só seis coisas...)
Uma grande e profunda saudação ao cosmos imediato, tão fora como dentro de nós :)
Antíteses intrínsecas
E o céu chorou convulsivamente terra adentro... Desapareceu a suave luz que cristalinizava os rebordos dos objectos. E por isso, anulo o planeado passeio à beira-mar e confronto-me com o monitor vazio de emoções.
Hoje é dia de crescer. A tempestade faz parte da boa sensação promovida pela bonança. Que seria de nós sem o lado negro das coisas? Não cresceríamos. Manter-nos-íamos irresolutamente absortos em luz sem o sentido profundo das vivências. Aprendi a amar o outro lado de tudo, o lado não desejado, pois também ele faz parte do processo. A aceitação das dualidades impulsionam-nos além da pequenez quotidiana. Aprendemos verdadeiramente a SER, porque nos confrontamos com o NÃO SER." Existem em nós inúmeros" diria o poeta. Existem em nós pelo menos dois, acrescentaria eu. Branco e negro, amor e ódio, força e preguiça, presença e ausência. Tu e Eu.
Afinal somos dois? Ou somos UM?
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