Há dias que mais parecem noites intermináveis e indecifráveis. Ontem e hoje são dias assim. Viajei no tempo até uma era remotamente escondida algures num coração disperso, com amor,em excesso ou excessivo, nem sei bem como denominá-lo. Sei apenas que o sinto pulsar como há muito não acontecia. E não, não é uma paixão é um amor ressuscitado das entranhas de um coração preso em si mesmo e perdido no deserto em que se transformou. A luz não entra em espaços assim. A luz não permite vislumbres de trevas. Agora, e só porque sim, despertou. Talvez porque a Primavera e o pulular vivo das sensações se instala por todo o lado. Sem vento nem chuva que o perturbe. Sinto-te porque te revivo e SEI finalmente quem sou porque me levaste de volta ao meu caminho. Agradeço-te, é tudo. Apenas porque me devolveste o pedaço que me 'roubaste' em tempos. Apenas porque puseste as minhas células a mexer, de novo, como nova, nesta outra dimensão temporal.
Há dias que mais parecem manhãs recentes e plenamente interpretáveis...

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